domingo, 5 de janeiro de 2020

Desabafo... Como é possível gostar de alguém que na verdade nunca lhe pertenceu? Amei tanto essa pessoa, mas, devido tantas pedras no caminho, acabei guardando essas pedras e construindo um muro entre nós dois... (o mais engraçado é que fomos nós os principais criadores dessas pedras, e nunca paramos para retirá-las do cominho). Acabei amando por muito tempo por trás desse muro... Entrei em depressão e ele nem ao menos percebeu... Sofria no dia a dia do trabalho (puxado), mas, ainda assim ia para casa e sorria, para que ele me visse feliz... chorava no banheiro trancado, lavava o rosto e estava “tudo bem” (estava?) Esse muro me deixou preso ao medo, me impediu de me doar por completo a relação e como o vento que sopra a areia, o amor se desfez... numa semana eu escutei “eu te amo” na outra ele gritou: “vai embora”... Ter os seus sonhos arrancados, despedaçados e tratados como lixo, nunca é fácil... Pensei em desistir... (me envergonho por isso) Mas, descobri o quão forte eu sou... Descobri que eu era alguém antes dele, e que tenho sonhos... descobri que a vida ainda possui cores, cheiros e sabores... Descobri que ainda posso pintar no outro pedaço de tela em branco da minha vida... Aprendi com o passado (ele não me domina), não espero pelo futuro (seria sofrer por ansiedade), apenas vivo no presente... Com ele, eu aprendi que o remédio pode virar veneno... o prazer pode virar dor... o amor pode virar indiferença... Não o reconheço mais... ainda lembro do cara legal da faculdade, mas, ele já havia partido... Acredito em mudanças, pois isto me mudou profundamente... (aqui é só um pequeno desabafo de 8 anos) Não sei se ele mudou ou mudará... É tudo uma questão de ego... Espero poder ler isso daqui alguns anos e sorrir, só rir... Tenham amor próprio, sempre! (É o segredo da felicidade)

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